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05 de Janeiro de 2012
Gastos mundiais com TI devem crescer menos de 4% neste ano
Os gastos mundiais das empresas com TI devem totalizar US$ 3,8 trilhões neste ano, o que representa expansão de 3,7% em relação ao ano passado, segundo projeção do Gartner. Apesar disso, a consultoria reduziu a expectativa de crescimento em 0,9 ponto percentual, sendo que, na comparação com 2010, cuja alta foi de 6,9%, este ano mostra uma desaceleração nos quatro maiores segmentos de tecnologia – hardware, software, serviços e equipamentos de telecomunicações.
A queda é atribuída à crise na zona do euro e ao impacto das recentes enchentes na Tailândia, onde se concentra a produção de grande parte dos equipamentos de tecnologia, em especial de discos rígidos, o que deve afetar a fabricação de PCs em todo o mundo. "Os suprimentos de discos rígidos serão reduzidos em 25%, talvez mais, nos próximos seis a nove meses”, explica o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Richard Gordon. A reconstrução das fábricas também vai consumir recursos e deve impactar a receita das empresas do setor.
Segundo o Gartner, o segmento de equipamentos de telecomunicações é o que deve registrar a maior alta. A expectativa é que ele movimente US$ 475 bilhões, o que, se confirmado, representará um crescimento de 6,9% em relação ao ano passado. A área de software corporativo aparece em segundo lugar, com crescimento estimado de 6,4% e faturamento de US$ 285 bilhões, seguida de hardware, que deve crescer 5,1% e movimentar US$ 424 bilhões.
Os dados da consultoria chamam atenção para o segmento de serviços de TI, uma das mais críticas. No ano passado, ele registrou alta de 6,9% e faturamento de US$ 848 bilhões. Este ano, no entanto, o crescimento cairá para menos da metade – 3,1%, ou US$ 874 bilhões.
Fonte:http://www.tiinside.com.br/05/01/2012/gastos-mundiais-com-ti-devem-crescer-menos-de-4-neste-ano/ti/256337/news.aspx
A queda é atribuída à crise na zona do euro e ao impacto das recentes enchentes na Tailândia, onde se concentra a produção de grande parte dos equipamentos de tecnologia, em especial de discos rígidos, o que deve afetar a fabricação de PCs em todo o mundo. "Os suprimentos de discos rígidos serão reduzidos em 25%, talvez mais, nos próximos seis a nove meses”, explica o vice-presidente de pesquisa do Gartner, Richard Gordon. A reconstrução das fábricas também vai consumir recursos e deve impactar a receita das empresas do setor.
Segundo o Gartner, o segmento de equipamentos de telecomunicações é o que deve registrar a maior alta. A expectativa é que ele movimente US$ 475 bilhões, o que, se confirmado, representará um crescimento de 6,9% em relação ao ano passado. A área de software corporativo aparece em segundo lugar, com crescimento estimado de 6,4% e faturamento de US$ 285 bilhões, seguida de hardware, que deve crescer 5,1% e movimentar US$ 424 bilhões.
Os dados da consultoria chamam atenção para o segmento de serviços de TI, uma das mais críticas. No ano passado, ele registrou alta de 6,9% e faturamento de US$ 848 bilhões. Este ano, no entanto, o crescimento cairá para menos da metade – 3,1%, ou US$ 874 bilhões.
Fonte:http://www.tiinside.com.br/05/01/2012/gastos-mundiais-com-ti-devem-crescer-menos-de-4-neste-ano/ti/256337/news.aspx
13 de Dezembro de 2011
BI salta para dispositivos móveis e acelera negócios
Computerworld
Business Intelligence coloca na palma da mão informações estratégicas que agilizam tomadas de decisão e potencializam competitividade.
A tecnologia Business Intelligence (BI), velha conhecida do ambiente corporativo, há muito está presente na criação de cenários e campanhas de marketing assertivos, por meio da mineração de dados que constroem informações-chave, capazes de fortalecer estratégias, impulsionar negócios e tornar a empresa mais competitiva. Um aditivo de resultados.
Imagine tudo isso na palma da mão, qualquer hora e lugar? Aconteceu. BI esgueirou-se por meio de dispositivos móveis como smartphones, tablets e coletores de dados e atingiu em cheio o coração de executivos e profissionais que precisam tomar rápidas decisões e agilizar processos em empresas dos mais diferentes setores da economia.
Depois de desfrutar dessa facilidade, é praticamente impossível imaginar-se sem ela. É o que afirma Alexandre de Castro Naves, diretor-executivo da Castro Naves, distribuidora de produtos de consumo corporativo [copinhos de plástico, materiais de informática, papelaria etc].
Há seis meses, a empresa implementou a solução de BI móvel da Shankya, que possibilita o recebimento em dispositivos móveis de informações gerenciais e estratégicas. “A informação em tempo real é tudo. Sem ela, fica muito mais difícil: negociações, propostas, projetos, tudo.” São 58 profissionais de níveis, incluindo gestores, operadores de call center e motoristas, que recebem diariamente relatórios de BI em seus smartphones, tablets e coletores inteligentes de dados. Essas informações chegam por e-mail ou SMS.
Com a inteligência de bolso, os profissionais revolucionaram processos, agilizaram as tomadas de decisão e ampliaram oportunidades de negócios, segundo Naves. “Acompanho pelo meu iPhone faturamento, dados financeiros, entre outras informações. Dessa forma, acelero ações e amplio minha produtividade”, diz o executivo que destaca que como recebe relatórios à noite, antecipa medidas e as coloca em prática logo assim que chega ao escritório no dia seguinte.
De acordo com Carlos Eduardo Calegari, analista sênior de Software da consultoria IDC Brasil, a inteligência à mão, independentemente de hora ou lugar, vicia e contamina. “Ela se estende para toda a infraestrutura da empresa quando está integrada a sistemas de gestão empresarial (ERP) e Costumer Relationship Management (CRM)”, explica. Na verdade, prossegue, essas ferramentas passam a agregar capacidades analíticas, visto que compartilham uma base única de dados.
Essa vantagem foi percebida por Naves. “Observamos que a aplicação buscava os dados e os transformava em informação, que era entregue em variados destinos estratégicos. Por que não estendermos essa vantagem aos nossos clientes e fornecedores? Era o CRM analítico ganhando forma.”
A Castro Naves hoje alimenta com relatórios mais de 4,8 mil clientes e 75 fornecedores. “É uma ação altamente estratégica, porque nossos fornecedores, por exemplo, cruzam nossas informações com as deles e assim identificam oportunidades de negócios”, diz. “Passamos a ser acompanhados muito mais de perto, recebemos mais atenção, o que facilita negociações, descontos, entre outros benefícios.”
Outro grande ganho proporcionado pelo BI móvel na avaliação de Naves é que antes perdia-se muito tempo garimpando dados para gerar informação. Agora, essa vantagem é usada para criar soluções. “Impossível ficar sem.”
Posicionamento estratégico
Mas BI sozinho não é nada, desafia Calegari. Ele será mais ou menos eficiente, dependendo do desempenho de profissionais nesse processo, garante. “A mesma informação gerada pelo BI passada a dois gestores pode implicar em resultados completamente diferentes. A forma como cada um irá trabalhá-la é que fará toda a diferença.”
Segundo o analista, o mesmo acontece com quem vende BI. Para ser bem-sucedido, terá de entender sobre o mercado de atuação do cliente, para que ele possa extrair o máximo da tecnologia. “Terá de maximizar o valor da solução”, ensina.
Na opinião de Flavio Bolieiro, vice-presidente da MicroStrategy para a América Latina, o setor de tecnologia da informação sempre viveu ondas: o boom da internet, a adoção de CRM, de Enterprise Resource Planning (ERP) etc. “BI sempre esteve entre as intenções de adoção, entretanto, nunca registrou explosão. Agora, a tecnologia ganha espaço e isso se deve ao grau de maturidade das empresas. O Brasil está bem posicionado no uso, mas pode melhorar”, pontua.
Bolieiro diz que as organizações estão enxergando o valor de analisar indicadores de performance, mas que há dois desafios em torno desse cenário. O primeiro deles está relacionado à definição dos conceitos BI e Business Analytics (BA). “Para nós, no fundo, tudo é BI. Mas para o mercado, os termos podem parecer confusos, já que muitas terminologias surgiram”, analisa.
Ele explica que para a MicroStrategy BI é a plataforma que acessa os dados e ajuda usuários a navegar por eles e BA é a aplicação desenvolvida em cima do banco de dados, usando BI. “Um não é a evolução do outro”, acredita.
Para a IDC, diz Calegari, BI e BA têm o mesmo significado, portanto são avaliados sem segmentação e essa categorização é fruto de diferentes posicionamentos da indústria. “Alguns fornecedores não fazem distinção entre eles e outros sim.”
Bolieiro ressalta mais um fato relevante. Ele afirma ainda haver companhias que utilizam soluções de análise de forma departamental e não desfrutam, assim, de todos os benefícios que a tecnologia pode viabilizar. Uma visão integrada e holística, diz, é o recomendado.
Concorda com ele José Caodaglio, diretor sênior de vendas de BI e EPM da Oracle do Brasil. “Das pequenas às grandes empresas, esse quadro é realidade. Há uma falsa ilusão de que ao gerenciar partes, é possível gerenciar o todo.”
O papel da Oracle, aponta, é ajudar as companhias a entender que a implementação de BI não é tão simples quanto parece. O executivo diz que a fornecedora equilibra essa equação com a filosofia de viabilizar integração entre BI e outras soluções, minimizando o esforço do usuário na realização da tarefa.
Por outro lado, Kátia Vaskys, diretora de Business Analytics da IBM, identifica que há uma demanda por soluções de BI para conhecer melhor o cliente. “Entender o comportamento, perfil e tendência dele tem sido mandatório. Por volta de 2001, o CRM foi implementado nas companhias de forma operacional e agora o BI chega para mudar esse quadro”, aposta.
A executiva acredita que os setores financeiro, de telecomunicação e varejo saíram na frente na adoção de soluções de inteligência, mas outros estão se rendendo à era da análise preditiva.
Na área de logística, a MRS é um bom exemplo. A empresa, uma ferrovia que trabalha com transporte de carga no eixo Rio de Janeiro-Minas Gerais-São Paulo, já havia ingressado na mobilidade com o uso de BlackBerries desde 2006, e no ano passado adotou BI nos smartphones para aprimorar o gerenciamento de cargas e descargas do minério de ferro em terminais. Assim, a aplicação já chegou em um ambiente amadurecido, o que facilitou a adesão.
O desafio, segundo Márcio Claudio da Gloria Maciel, analista de negócios da MRS Logística, é não deixar que os terminais fiquem ociosos, ao mesmo tempo em que não podem apresentar gargalos. “E a aplicação reduziu sensivelmente o tempo das tomadas de decisão para a resolução de problemas.”
A solução de BI móvel, desenvolvida pela Navita no modelo customizado, está disponível para 150 usuários, de variados níveis de atuação, em especial os de coordenação e diretoria. “A informação chega nas mãos de responsáveis pelo acompanhamento da carga e descarga e até do presidente da empresa, que pode monitorar o status, mesmo no aeroporto, e tomar decisões”, relata José Nelson Figueiredo, especialista em Planejamento e Controle de TI da MRS.
Aumento da produtividade, mais agilidade nos processos, redução de gargalos e também da ociosidade nos terminais são alguns dos ganhos listados por Figueiredo. “A situação ideal é a malha não parar. E o que hoje contribui muito para isso é a aplicação, que possibilita que a informação seja unificada, circule rapidamente e acelere as tomadas de decisão.”
A comunicação se propaga via BlackBerries ao longo dos 1,6 mil quilômetros da ferrovia. Segundo ele, é possível reprogramar trens destinados a um determinado terminal para outro, evitando paradas ou gargalos. “Tudo isso de maneira ágil, porque contamos com rápidas tomadas de decisão”, diz o especialista.
A MRS trabalha com um indicador próprio chamado Trem Hora Parado [THP], bastante crítico para o negócio. “Nos empenhamos para ter o mínimo de THP, que tem reduzido bastante nos últimos anos e estimamos que com o BI móvel o resultado positivo seja ainda mais acentuado”, acredita Figueiredo. Ele acrescenta que a manutenção de locomotivas e vagões é outro ponto nevrálgico da operação e será o próximo foco do BI móvel para agilizar processos e decisões. “Pretendemos ainda aumentar o número de usuários de smartphones e também de aplicações. Se há um caminho que pretendemos crescer, é o de BI móvel”, garante.
A febre da mobilidade
Algumas tecnologias e conceitos estão impulsionando a adoção das plataformas de inteligência, como mobilidade, redes sociais e cloud computing. Para a SAP, mobilidade e processamento em memória estão puxando o desenvolvimento de soluções analíticas e a empresa está em linha com essa demanda. Além disso, o rápido acesso às informações de negócios possibilitou a integração com a tecnologia de BI da SAP com o ERP da companhia.
“Mesmo que um usuário não tenha a nossa solução, prestamos consultoria para organizar a plataforma de informações transacional para que seja possível extrair dados de forma organizada”, observa Carlos Guimarães, diretor de Soluções Analíticas e Tecnologia da SAP.
Bolieiro, da MicroStrategy, acredita que mobilidade comandará a onda de crescimento da adoção de soluções preditivas nos próximos meses. “Há um tempo, Bill Gates, fundador da Microsoft, falava que o futuro da informática era colocar a informação nas pontas dos dedos e hoje já podemos fazer isso”, diz.
Mas não somente a mobilidade aditivou a adoção de BI móvel. Kátia, da IBM, diz que as organizações estão acostumadas a lidar com a análise de dados estruturados, mas o surgimento de vídeos, informações de GPS e redes sociais, que compõem dados não estruturados, tornou-se um desafio. “Os projetos de BI nos anos 90 foram realizados olhando para dentro. Hoje, isso não funciona mais. Mídias sociais têm sido o motor de transformação da cultura analítica”, indica.
O assunto vem ganhando destaque na IBM e as apostas são altas. Em 2010, a fornecedora definiu quatro metas estratégicas para os próximos cinco anos que norteiam os investimentos e Business Analytics and Optimization (BAO) – como batizou a oferta de BI +hardware+consultoria+pesquisa – faz parte dessa lista. A empresa quer registrar faturamento anual de 16 bilhões de dólares com BAO até 2015.
A MicroStrategy, assinala Bolieiro, está evoluindo sua linha de produtos nessa direção. A companhia está 100% focada em soluções de BI, toda a sua receita mundial [que em 2010 contabilizou 454 milhões de dólares] é relacionada à oferta de plataformas analíticas. Além disso, conta com 3 mil funcionários em todo mundo, sendo 80 no Brasil, focados em buscar constantes melhorias e inovações nas plataformas de análise e um Centro de Desenvolvimento Offshore na Polônia com essa finalidade. Fruto desse esforço foi a ampliação do posicionamento na área ao disponibilizar no ano passado solução móvel. “Mobilidade chega para agregar valor e democratizar o BI”, avalia.
Foi assim com a operadora de telecomunicações TIM. Desenvolvida pela MicroStrategy, a solução de BI móvel, para iPad, foi apresentada pela desenvolvedora para ampliar a qualidade de serviços prestados pela operadora [voz, dados, 2G, 3G, SMS, MMS, entre outros]. Os executivos da alta direção precisavam visualizar indicadores estratégicos no mapa do Brasil, de maneira dinâmica e a aplicação tornou possível, segundo o especialista da área de Services Quality Assurance da TIM, Cesar Mansur Souza.
A comunicação é visual e, portanto, imediata, diz Souza. Ao aparecer uma bola vermelha em algum ponto do mapa, indica que aquela região está com algum problema na rede. Ao passar o cursor sobre ela, é possível obter mais dados. No iPad, as informações aparecem integradas e são carregadas instantaneamente. Antes, entrar na ferramenta, executar relatórios, abrir planilhas e analisar um dado eram tarefas demoradas.
“Mas para isso tivemos de mexer em nosso banco de dados, tornando-o adequado para o uso da aplicação. Do contrário, consumiria alguns segundos para carregar a informação, o que depreciaria o resultado”, diz. “O objetivo é agilizar processos e proporcionar uma visão gerencial a qualquer momento de qualquer lugar”, afirma.
O projeto está bem no início, segundo Souza. Foi implementado em setembro deste ano e o retorno tem sido positivo, garante. “É possível visualizar desde o nível regional até o de site, que envolve as antenas. E podemos estratificar por cidades, bairros, ou seja, por área de cobertura”, relata.
Até o final do ano, com base na avaliação do desempenho da aplicação, a TIM pretende ampliar o número de licenças, que hoje totalizam oito, para rodar a solução em oito iPads. “A iniciativa era um sonho antigo dos executivos e que agora se tornou realidade, ampliando a qualidade dos nossos serviços, e garantindo a estabilidade da rede, que é um ponto altamente crítico no nosso mercado de atuação”, diz.
Decisões rápidas
O sucesso do BI móvel também aconteceu na SABB, empresa do grupo Coca-Cola, que atua no segmento de bebidas não-gaseificadas [responsável pelas marcas Del Valle, Matte Leão, Suco Mais e Burn]. No início deste ano, migrou para os BlackBerries, já inseridos há quatro anos na estratégia de comunicação da companhia, o BI móvel, desenvolvido pela Navita.
São 180 colaboradores em cargos de supervisão, gerência e diretoria que desfrutam da inteligência em seus dispositivos móveis. De acordo com Paolo Chiavone, gerente Corporativo de TI da SABB, o objetivo foi garantir o acesso contínuo, de qualquer lugar, a qualquer hora aos servidores, eliminando os riscos de falta de conexão à internet, à rede virtual da empresa e ao ERP.
Hoje, a solução possibilita o monitoramento pró-ativo e em tempo real de cada um dos smartphones e agiliza a identificação e a resolução de problemas de conectividade de maneira transparente para o usuário. Chiavone relata que a gestão corporativa dos dispositivos reduziu em 70% a abertura de chamados ao service desk relacionados à mobilidade.
Agora, decisões são tomadas de maneira mais ágil, sem os gargalos operacionais que atrasavam procedimentos importantes como autorizações para concretização de vendas e o envio de cargas de bebidas para a rede de distribuição.
A companhia estuda a ampliação do número de smartphones, incluindo também a adoção de tablets para executivos de nível sênior. “Tudo que gera facilidade e eficiência vira hábito. Agora, o uso de BI móvel não tem mais volta”, garante Chiavone.
Mercado em movimento
As análises e previsões da IDC Brasil e do instituto de pesquisas Gartner são positivas para o mercado de BI no Brasil. Neste ano, o Gartner estima para o País movimentação de mais de 150 milhões de dólares e para 2013 a previsão é que totalize mais de 190 milhões de dólares.
Em 2010, esse segmento cresceu em solo nacional acima de 30% em relação a 2009, contabilizando mais de 300 milhões de dólares, de acordo com a IDC. Com essa marca, o Brasil representa mais de 50% do mercado de BI na América Latina.
Segundo a IDC Brasil, BI deve apresentar crescimento composto anual entre 18% e 20% até 2015 e a previsão para BI móvel é registrar incremento acima dessa marca.
Na SAP, do volume total de vendas de licenças no Brasil 40% vêm do BI. “O número mostra a necessidade de os clientes, não só da base instalada, pela adoção desse tipo de solução no âmbito corporativo. A companhia precisa ter uma visão única do dado e tomar decisões em todas as camadas dos negócios”, afirma Guimarães, da SAP.
A aposta da fornecedora para conquistar fatia expressiva desse mercado, aponta Guimarães, é investir em parcerias que possam agregar conteúdo ao BI, inserindo visões específicas de negócios para alguns setores da economia. “Entendemos que o caminho para facilitar projetos é esse, já que deverá realizar a integração entre os mundos transacional e analítico”, afirma.
“Quando a companhia se depara com um tsunami de dados, trabalhar de forma comprimida garante maior performance, velocidade e melhor custo benefício”, comenta Marcela Vairo, gerente de Software Information Management da IBM, sobre o valor que a compra da Netezza [por 1,7 bilhão de dólares].
As parcerias vão ao encontro dessa meta. No mês passado, a IBM estabeleceu aliança com a Totvs para comercialização de BA. “A solução une a experiência da Totvs na gestão de negócios com a tecnologia de soluções analíticas Cognos da IBM. É disponibilizada on premise ou na nuvem”, explica Rodrigo Caserta, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da Totvs.
“A IBM espera registrar expansão geográfica e oferecer solução de inteligência para companhias de pequeno e médio portes, nas quais a Totvs possuí ampla presença”, diz Kátia. A expectativa da Totvs é semelhante. “Queremos ser ‘multinacional brasileira’ e para sustentar esse desejo precisamos ampliar nossa atuação no mercado internacional e a IBM se posicionou como aliada nessa estratégia”, completa Caserta.
A Totvs possui hoje uma base de mais de 26 mil clientes e o potencial é enorme, aposta Caserta, sem, no entanto, revelar números. Inicialmente, a companhia vai atacar o mercado latino-americano, mas vai ampliar as fronteiras no próximo ano e navegar pelos mercados norte-americano, asiático e europeu. “A proliferação de dados, o cuidado com a qualidade das informações, a necessidade de estar à frente da concorrência, além das redes sociais estão impulsionando a atenção para o BA”, aposta.
A Navita ingressou no universo de BI móvel em 2010, mas já está colhendo os resultados da nova estratégia. “Cerca de 20% do nosso faturamento vem da oferta”, contabiliza Fábio Nunes, sócio e diretor de operações da companhia. De acordo com ele, no ano passado, a Navita tinha uma percepção de que a adoção partia de empresas mais inovadoras, mas hoje o quadro mudou. “É uma necessidade de um mercado cada vez mais dinâmico. Todos querem fazer parte dessa era para tomar ações mais rapidamente”, diz.
Quem também investe em parcerias é a Teradata. “Temos cerca de 450 parceiros de software, que se integram de maneira nativa à nossa base de dados”, diz Américo de Paula, diretor de consultoria de Indústria para a América Latina da Teradata. “Como não temos solução de exploração de dados, desde o princípio nos esmeramos em criar alianças para ter compatibilidade com o mercado e proporcionar o melhor dos mundos seja na carga de informações quanto na exploração”, completa.
Na Teradata, o foco, diz Américo, estão em duas linhas. O BI pervasivo, que visa levar inteligência de ponta a ponta, não só para executivos do alto escalão. “BI já não é somente ferramenta de apoio, deve estar na linha de frente também”, aposta. Mobilidade é outra área de atenção que o BI terá daqui para frente. “As tomadas de decisão precisam ser realizadas em tempo real.”
Outra forte aposta da companhia é a Big Data [gestão de grandes volumes de dados] que tem desafiado a indústria de software de Business Intelligence. A Teradata tem investido em aquisições para superá-lo, foram quatro em pouco mais de um ano. A mais recente foi a Aster Data, que auxilia na gestão de dados não estruturados.
Business Intelligence coloca na palma da mão informações estratégicas que agilizam tomadas de decisão e potencializam competitividade.
A tecnologia Business Intelligence (BI), velha conhecida do ambiente corporativo, há muito está presente na criação de cenários e campanhas de marketing assertivos, por meio da mineração de dados que constroem informações-chave, capazes de fortalecer estratégias, impulsionar negócios e tornar a empresa mais competitiva. Um aditivo de resultados.
Imagine tudo isso na palma da mão, qualquer hora e lugar? Aconteceu. BI esgueirou-se por meio de dispositivos móveis como smartphones, tablets e coletores de dados e atingiu em cheio o coração de executivos e profissionais que precisam tomar rápidas decisões e agilizar processos em empresas dos mais diferentes setores da economia.
Depois de desfrutar dessa facilidade, é praticamente impossível imaginar-se sem ela. É o que afirma Alexandre de Castro Naves, diretor-executivo da Castro Naves, distribuidora de produtos de consumo corporativo [copinhos de plástico, materiais de informática, papelaria etc].
Há seis meses, a empresa implementou a solução de BI móvel da Shankya, que possibilita o recebimento em dispositivos móveis de informações gerenciais e estratégicas. “A informação em tempo real é tudo. Sem ela, fica muito mais difícil: negociações, propostas, projetos, tudo.” São 58 profissionais de níveis, incluindo gestores, operadores de call center e motoristas, que recebem diariamente relatórios de BI em seus smartphones, tablets e coletores inteligentes de dados. Essas informações chegam por e-mail ou SMS.
Com a inteligência de bolso, os profissionais revolucionaram processos, agilizaram as tomadas de decisão e ampliaram oportunidades de negócios, segundo Naves. “Acompanho pelo meu iPhone faturamento, dados financeiros, entre outras informações. Dessa forma, acelero ações e amplio minha produtividade”, diz o executivo que destaca que como recebe relatórios à noite, antecipa medidas e as coloca em prática logo assim que chega ao escritório no dia seguinte.
De acordo com Carlos Eduardo Calegari, analista sênior de Software da consultoria IDC Brasil, a inteligência à mão, independentemente de hora ou lugar, vicia e contamina. “Ela se estende para toda a infraestrutura da empresa quando está integrada a sistemas de gestão empresarial (ERP) e Costumer Relationship Management (CRM)”, explica. Na verdade, prossegue, essas ferramentas passam a agregar capacidades analíticas, visto que compartilham uma base única de dados.
Essa vantagem foi percebida por Naves. “Observamos que a aplicação buscava os dados e os transformava em informação, que era entregue em variados destinos estratégicos. Por que não estendermos essa vantagem aos nossos clientes e fornecedores? Era o CRM analítico ganhando forma.”
A Castro Naves hoje alimenta com relatórios mais de 4,8 mil clientes e 75 fornecedores. “É uma ação altamente estratégica, porque nossos fornecedores, por exemplo, cruzam nossas informações com as deles e assim identificam oportunidades de negócios”, diz. “Passamos a ser acompanhados muito mais de perto, recebemos mais atenção, o que facilita negociações, descontos, entre outros benefícios.”
Outro grande ganho proporcionado pelo BI móvel na avaliação de Naves é que antes perdia-se muito tempo garimpando dados para gerar informação. Agora, essa vantagem é usada para criar soluções. “Impossível ficar sem.”
Posicionamento estratégico
Mas BI sozinho não é nada, desafia Calegari. Ele será mais ou menos eficiente, dependendo do desempenho de profissionais nesse processo, garante. “A mesma informação gerada pelo BI passada a dois gestores pode implicar em resultados completamente diferentes. A forma como cada um irá trabalhá-la é que fará toda a diferença.”
Segundo o analista, o mesmo acontece com quem vende BI. Para ser bem-sucedido, terá de entender sobre o mercado de atuação do cliente, para que ele possa extrair o máximo da tecnologia. “Terá de maximizar o valor da solução”, ensina.
Na opinião de Flavio Bolieiro, vice-presidente da MicroStrategy para a América Latina, o setor de tecnologia da informação sempre viveu ondas: o boom da internet, a adoção de CRM, de Enterprise Resource Planning (ERP) etc. “BI sempre esteve entre as intenções de adoção, entretanto, nunca registrou explosão. Agora, a tecnologia ganha espaço e isso se deve ao grau de maturidade das empresas. O Brasil está bem posicionado no uso, mas pode melhorar”, pontua.
Bolieiro diz que as organizações estão enxergando o valor de analisar indicadores de performance, mas que há dois desafios em torno desse cenário. O primeiro deles está relacionado à definição dos conceitos BI e Business Analytics (BA). “Para nós, no fundo, tudo é BI. Mas para o mercado, os termos podem parecer confusos, já que muitas terminologias surgiram”, analisa.
Ele explica que para a MicroStrategy BI é a plataforma que acessa os dados e ajuda usuários a navegar por eles e BA é a aplicação desenvolvida em cima do banco de dados, usando BI. “Um não é a evolução do outro”, acredita.
Para a IDC, diz Calegari, BI e BA têm o mesmo significado, portanto são avaliados sem segmentação e essa categorização é fruto de diferentes posicionamentos da indústria. “Alguns fornecedores não fazem distinção entre eles e outros sim.”
Bolieiro ressalta mais um fato relevante. Ele afirma ainda haver companhias que utilizam soluções de análise de forma departamental e não desfrutam, assim, de todos os benefícios que a tecnologia pode viabilizar. Uma visão integrada e holística, diz, é o recomendado.
Concorda com ele José Caodaglio, diretor sênior de vendas de BI e EPM da Oracle do Brasil. “Das pequenas às grandes empresas, esse quadro é realidade. Há uma falsa ilusão de que ao gerenciar partes, é possível gerenciar o todo.”
O papel da Oracle, aponta, é ajudar as companhias a entender que a implementação de BI não é tão simples quanto parece. O executivo diz que a fornecedora equilibra essa equação com a filosofia de viabilizar integração entre BI e outras soluções, minimizando o esforço do usuário na realização da tarefa.
Por outro lado, Kátia Vaskys, diretora de Business Analytics da IBM, identifica que há uma demanda por soluções de BI para conhecer melhor o cliente. “Entender o comportamento, perfil e tendência dele tem sido mandatório. Por volta de 2001, o CRM foi implementado nas companhias de forma operacional e agora o BI chega para mudar esse quadro”, aposta.
A executiva acredita que os setores financeiro, de telecomunicação e varejo saíram na frente na adoção de soluções de inteligência, mas outros estão se rendendo à era da análise preditiva.
Na área de logística, a MRS é um bom exemplo. A empresa, uma ferrovia que trabalha com transporte de carga no eixo Rio de Janeiro-Minas Gerais-São Paulo, já havia ingressado na mobilidade com o uso de BlackBerries desde 2006, e no ano passado adotou BI nos smartphones para aprimorar o gerenciamento de cargas e descargas do minério de ferro em terminais. Assim, a aplicação já chegou em um ambiente amadurecido, o que facilitou a adesão.
O desafio, segundo Márcio Claudio da Gloria Maciel, analista de negócios da MRS Logística, é não deixar que os terminais fiquem ociosos, ao mesmo tempo em que não podem apresentar gargalos. “E a aplicação reduziu sensivelmente o tempo das tomadas de decisão para a resolução de problemas.”
A solução de BI móvel, desenvolvida pela Navita no modelo customizado, está disponível para 150 usuários, de variados níveis de atuação, em especial os de coordenação e diretoria. “A informação chega nas mãos de responsáveis pelo acompanhamento da carga e descarga e até do presidente da empresa, que pode monitorar o status, mesmo no aeroporto, e tomar decisões”, relata José Nelson Figueiredo, especialista em Planejamento e Controle de TI da MRS.
Aumento da produtividade, mais agilidade nos processos, redução de gargalos e também da ociosidade nos terminais são alguns dos ganhos listados por Figueiredo. “A situação ideal é a malha não parar. E o que hoje contribui muito para isso é a aplicação, que possibilita que a informação seja unificada, circule rapidamente e acelere as tomadas de decisão.”
A comunicação se propaga via BlackBerries ao longo dos 1,6 mil quilômetros da ferrovia. Segundo ele, é possível reprogramar trens destinados a um determinado terminal para outro, evitando paradas ou gargalos. “Tudo isso de maneira ágil, porque contamos com rápidas tomadas de decisão”, diz o especialista.
A MRS trabalha com um indicador próprio chamado Trem Hora Parado [THP], bastante crítico para o negócio. “Nos empenhamos para ter o mínimo de THP, que tem reduzido bastante nos últimos anos e estimamos que com o BI móvel o resultado positivo seja ainda mais acentuado”, acredita Figueiredo. Ele acrescenta que a manutenção de locomotivas e vagões é outro ponto nevrálgico da operação e será o próximo foco do BI móvel para agilizar processos e decisões. “Pretendemos ainda aumentar o número de usuários de smartphones e também de aplicações. Se há um caminho que pretendemos crescer, é o de BI móvel”, garante.
A febre da mobilidade
Algumas tecnologias e conceitos estão impulsionando a adoção das plataformas de inteligência, como mobilidade, redes sociais e cloud computing. Para a SAP, mobilidade e processamento em memória estão puxando o desenvolvimento de soluções analíticas e a empresa está em linha com essa demanda. Além disso, o rápido acesso às informações de negócios possibilitou a integração com a tecnologia de BI da SAP com o ERP da companhia.
“Mesmo que um usuário não tenha a nossa solução, prestamos consultoria para organizar a plataforma de informações transacional para que seja possível extrair dados de forma organizada”, observa Carlos Guimarães, diretor de Soluções Analíticas e Tecnologia da SAP.
Bolieiro, da MicroStrategy, acredita que mobilidade comandará a onda de crescimento da adoção de soluções preditivas nos próximos meses. “Há um tempo, Bill Gates, fundador da Microsoft, falava que o futuro da informática era colocar a informação nas pontas dos dedos e hoje já podemos fazer isso”, diz.
Mas não somente a mobilidade aditivou a adoção de BI móvel. Kátia, da IBM, diz que as organizações estão acostumadas a lidar com a análise de dados estruturados, mas o surgimento de vídeos, informações de GPS e redes sociais, que compõem dados não estruturados, tornou-se um desafio. “Os projetos de BI nos anos 90 foram realizados olhando para dentro. Hoje, isso não funciona mais. Mídias sociais têm sido o motor de transformação da cultura analítica”, indica.
O assunto vem ganhando destaque na IBM e as apostas são altas. Em 2010, a fornecedora definiu quatro metas estratégicas para os próximos cinco anos que norteiam os investimentos e Business Analytics and Optimization (BAO) – como batizou a oferta de BI +hardware+consultoria+pesquisa – faz parte dessa lista. A empresa quer registrar faturamento anual de 16 bilhões de dólares com BAO até 2015.
A MicroStrategy, assinala Bolieiro, está evoluindo sua linha de produtos nessa direção. A companhia está 100% focada em soluções de BI, toda a sua receita mundial [que em 2010 contabilizou 454 milhões de dólares] é relacionada à oferta de plataformas analíticas. Além disso, conta com 3 mil funcionários em todo mundo, sendo 80 no Brasil, focados em buscar constantes melhorias e inovações nas plataformas de análise e um Centro de Desenvolvimento Offshore na Polônia com essa finalidade. Fruto desse esforço foi a ampliação do posicionamento na área ao disponibilizar no ano passado solução móvel. “Mobilidade chega para agregar valor e democratizar o BI”, avalia.
Foi assim com a operadora de telecomunicações TIM. Desenvolvida pela MicroStrategy, a solução de BI móvel, para iPad, foi apresentada pela desenvolvedora para ampliar a qualidade de serviços prestados pela operadora [voz, dados, 2G, 3G, SMS, MMS, entre outros]. Os executivos da alta direção precisavam visualizar indicadores estratégicos no mapa do Brasil, de maneira dinâmica e a aplicação tornou possível, segundo o especialista da área de Services Quality Assurance da TIM, Cesar Mansur Souza.
A comunicação é visual e, portanto, imediata, diz Souza. Ao aparecer uma bola vermelha em algum ponto do mapa, indica que aquela região está com algum problema na rede. Ao passar o cursor sobre ela, é possível obter mais dados. No iPad, as informações aparecem integradas e são carregadas instantaneamente. Antes, entrar na ferramenta, executar relatórios, abrir planilhas e analisar um dado eram tarefas demoradas.
“Mas para isso tivemos de mexer em nosso banco de dados, tornando-o adequado para o uso da aplicação. Do contrário, consumiria alguns segundos para carregar a informação, o que depreciaria o resultado”, diz. “O objetivo é agilizar processos e proporcionar uma visão gerencial a qualquer momento de qualquer lugar”, afirma.
O projeto está bem no início, segundo Souza. Foi implementado em setembro deste ano e o retorno tem sido positivo, garante. “É possível visualizar desde o nível regional até o de site, que envolve as antenas. E podemos estratificar por cidades, bairros, ou seja, por área de cobertura”, relata.
Até o final do ano, com base na avaliação do desempenho da aplicação, a TIM pretende ampliar o número de licenças, que hoje totalizam oito, para rodar a solução em oito iPads. “A iniciativa era um sonho antigo dos executivos e que agora se tornou realidade, ampliando a qualidade dos nossos serviços, e garantindo a estabilidade da rede, que é um ponto altamente crítico no nosso mercado de atuação”, diz.
Decisões rápidas
O sucesso do BI móvel também aconteceu na SABB, empresa do grupo Coca-Cola, que atua no segmento de bebidas não-gaseificadas [responsável pelas marcas Del Valle, Matte Leão, Suco Mais e Burn]. No início deste ano, migrou para os BlackBerries, já inseridos há quatro anos na estratégia de comunicação da companhia, o BI móvel, desenvolvido pela Navita.
São 180 colaboradores em cargos de supervisão, gerência e diretoria que desfrutam da inteligência em seus dispositivos móveis. De acordo com Paolo Chiavone, gerente Corporativo de TI da SABB, o objetivo foi garantir o acesso contínuo, de qualquer lugar, a qualquer hora aos servidores, eliminando os riscos de falta de conexão à internet, à rede virtual da empresa e ao ERP.
Hoje, a solução possibilita o monitoramento pró-ativo e em tempo real de cada um dos smartphones e agiliza a identificação e a resolução de problemas de conectividade de maneira transparente para o usuário. Chiavone relata que a gestão corporativa dos dispositivos reduziu em 70% a abertura de chamados ao service desk relacionados à mobilidade.
Agora, decisões são tomadas de maneira mais ágil, sem os gargalos operacionais que atrasavam procedimentos importantes como autorizações para concretização de vendas e o envio de cargas de bebidas para a rede de distribuição.
A companhia estuda a ampliação do número de smartphones, incluindo também a adoção de tablets para executivos de nível sênior. “Tudo que gera facilidade e eficiência vira hábito. Agora, o uso de BI móvel não tem mais volta”, garante Chiavone.
Mercado em movimento
As análises e previsões da IDC Brasil e do instituto de pesquisas Gartner são positivas para o mercado de BI no Brasil. Neste ano, o Gartner estima para o País movimentação de mais de 150 milhões de dólares e para 2013 a previsão é que totalize mais de 190 milhões de dólares.
Em 2010, esse segmento cresceu em solo nacional acima de 30% em relação a 2009, contabilizando mais de 300 milhões de dólares, de acordo com a IDC. Com essa marca, o Brasil representa mais de 50% do mercado de BI na América Latina.
Segundo a IDC Brasil, BI deve apresentar crescimento composto anual entre 18% e 20% até 2015 e a previsão para BI móvel é registrar incremento acima dessa marca.
Na SAP, do volume total de vendas de licenças no Brasil 40% vêm do BI. “O número mostra a necessidade de os clientes, não só da base instalada, pela adoção desse tipo de solução no âmbito corporativo. A companhia precisa ter uma visão única do dado e tomar decisões em todas as camadas dos negócios”, afirma Guimarães, da SAP.
A aposta da fornecedora para conquistar fatia expressiva desse mercado, aponta Guimarães, é investir em parcerias que possam agregar conteúdo ao BI, inserindo visões específicas de negócios para alguns setores da economia. “Entendemos que o caminho para facilitar projetos é esse, já que deverá realizar a integração entre os mundos transacional e analítico”, afirma.
“Quando a companhia se depara com um tsunami de dados, trabalhar de forma comprimida garante maior performance, velocidade e melhor custo benefício”, comenta Marcela Vairo, gerente de Software Information Management da IBM, sobre o valor que a compra da Netezza [por 1,7 bilhão de dólares].
As parcerias vão ao encontro dessa meta. No mês passado, a IBM estabeleceu aliança com a Totvs para comercialização de BA. “A solução une a experiência da Totvs na gestão de negócios com a tecnologia de soluções analíticas Cognos da IBM. É disponibilizada on premise ou na nuvem”, explica Rodrigo Caserta, vice-presidente de Atendimento e Relacionamento da Totvs.
“A IBM espera registrar expansão geográfica e oferecer solução de inteligência para companhias de pequeno e médio portes, nas quais a Totvs possuí ampla presença”, diz Kátia. A expectativa da Totvs é semelhante. “Queremos ser ‘multinacional brasileira’ e para sustentar esse desejo precisamos ampliar nossa atuação no mercado internacional e a IBM se posicionou como aliada nessa estratégia”, completa Caserta.
A Totvs possui hoje uma base de mais de 26 mil clientes e o potencial é enorme, aposta Caserta, sem, no entanto, revelar números. Inicialmente, a companhia vai atacar o mercado latino-americano, mas vai ampliar as fronteiras no próximo ano e navegar pelos mercados norte-americano, asiático e europeu. “A proliferação de dados, o cuidado com a qualidade das informações, a necessidade de estar à frente da concorrência, além das redes sociais estão impulsionando a atenção para o BA”, aposta.
A Navita ingressou no universo de BI móvel em 2010, mas já está colhendo os resultados da nova estratégia. “Cerca de 20% do nosso faturamento vem da oferta”, contabiliza Fábio Nunes, sócio e diretor de operações da companhia. De acordo com ele, no ano passado, a Navita tinha uma percepção de que a adoção partia de empresas mais inovadoras, mas hoje o quadro mudou. “É uma necessidade de um mercado cada vez mais dinâmico. Todos querem fazer parte dessa era para tomar ações mais rapidamente”, diz.
Quem também investe em parcerias é a Teradata. “Temos cerca de 450 parceiros de software, que se integram de maneira nativa à nossa base de dados”, diz Américo de Paula, diretor de consultoria de Indústria para a América Latina da Teradata. “Como não temos solução de exploração de dados, desde o princípio nos esmeramos em criar alianças para ter compatibilidade com o mercado e proporcionar o melhor dos mundos seja na carga de informações quanto na exploração”, completa.
Na Teradata, o foco, diz Américo, estão em duas linhas. O BI pervasivo, que visa levar inteligência de ponta a ponta, não só para executivos do alto escalão. “BI já não é somente ferramenta de apoio, deve estar na linha de frente também”, aposta. Mobilidade é outra área de atenção que o BI terá daqui para frente. “As tomadas de decisão precisam ser realizadas em tempo real.”
Outra forte aposta da companhia é a Big Data [gestão de grandes volumes de dados] que tem desafiado a indústria de software de Business Intelligence. A Teradata tem investido em aquisições para superá-lo, foram quatro em pouco mais de um ano. A mais recente foi a Aster Data, que auxilia na gestão de dados não estruturados.
13 de Dezembro de 2011
BExpert marca presença no Oracle Open World
Empresa comemora seus oito anos com um estande no evento, reforçando sua presença no mercado de CRM
São Paulo, novembro de 2011 – A BExpert, empresa brasileira de tecnologia e consultoria em gestão empresarial, marca presença no Oracle Open World 2011, que será realizado entre os dias 06 e 08 de dezembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A participação reforça a presença da companhia no mercado de CRM e encerra o ano com chave de ouro. “Este ano foi grandioso para a BExpert, que cresceu com o fechamento de grandes contratos e também expandiu sua atuação geograficamente”, afirma o CEO Daniel Huallem, referindo-se à abertura da filial do Rio de Janeiro.
Em meio à comemoração de seus oito anos, a BExpert reestruturou seus processos e investiu fortemente nas áreas de Marketing, Comercial e de Delivery (entrega de projetos). Perto de ultrapassar a meta de 70% de crescimento prevista para este ano, a companhia tem muito a comemorar. A expectativa é de que sejam superados os R$ 12 milhões de receita projetados para 2011. “Selamos grandes contratos este ano com Porto Seguro, Icatu Seguros, Localiza e BrasilCap, por exemplo. Esperamos ainda o fechamento de mais dois grandes negócios até o final de 2011”, diz Huallem.
A BExpert é uma empresa parceira da Oracle desde o início das suas atividades. Para o Oracle Open World 2011, a companhia preparou um estande para receber seus clientes, parceiros e prospects e contar mais detalhes sobre seus projetos. Os executivos da companhia estarão à disposição para falar sobre o mercado de CRM durante o evento. “O Oracle Open World é um evento muito estratégico para a BExpert, pois é uma referência no segmento de CRM. A edição realizada no Brasil, voltada para a toda a América Latina, já entrou para o calendário anual de eventos da Oracle, devido à sua importância, por isso não podíamos ficar de fora, uma vez que trata-se de uma grande vitrine institucional e comercial”, afirma Roberto Rodrigues, diretor Comercial da companhia. “Nossa presença visa reforçar, tanto nossa parceria com a Oracle, quanto nosso posicionamento: uma empresa de grande know-how e expertise no setor de CRM”, completa Huallem.
Sobre a Bexpert
No mercado desde 2003, a BExpert é uma empresa brasileira de tecnologia e consultoria em gestão empresarial, com foco em CRM (Customer Relationship Management). Dedicada à implementação de Oracle Siebel CRM e Oracle CRM On Demand, a empresa é considerada parceira estratégica de negócios da Oracle no Brasil, classificada como Gold Partner especialista em CRM. A companhia também desenvolve uma solução própria, focada nos conceitos de gestão de relacionamento com o cliente, gestão de processos internos e análise gerencial, chamada BExpert eCRM. Em 2010, recebeu o Prêmio TOP 200, como uma das melhores empresas de TI e este ano foi eleita entre as 20 Melhores Empresas para se trabalhar em TI e Telecom, no ranking anual organizado pelo Instituto Great Place To Work.
Acesse: bexpert.com.br
Mais informações:
RMA Comunicação
Juliana Gaspardo
Juliana.gaspardo@rmacomunicacao.com.br
+55 11 2244 5909 | +55 11 8718. 5386
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São Paulo, novembro de 2011 – A BExpert, empresa brasileira de tecnologia e consultoria em gestão empresarial, marca presença no Oracle Open World 2011, que será realizado entre os dias 06 e 08 de dezembro, no Transamérica Expo Center, em São Paulo. A participação reforça a presença da companhia no mercado de CRM e encerra o ano com chave de ouro. “Este ano foi grandioso para a BExpert, que cresceu com o fechamento de grandes contratos e também expandiu sua atuação geograficamente”, afirma o CEO Daniel Huallem, referindo-se à abertura da filial do Rio de Janeiro.
Em meio à comemoração de seus oito anos, a BExpert reestruturou seus processos e investiu fortemente nas áreas de Marketing, Comercial e de Delivery (entrega de projetos). Perto de ultrapassar a meta de 70% de crescimento prevista para este ano, a companhia tem muito a comemorar. A expectativa é de que sejam superados os R$ 12 milhões de receita projetados para 2011. “Selamos grandes contratos este ano com Porto Seguro, Icatu Seguros, Localiza e BrasilCap, por exemplo. Esperamos ainda o fechamento de mais dois grandes negócios até o final de 2011”, diz Huallem.
A BExpert é uma empresa parceira da Oracle desde o início das suas atividades. Para o Oracle Open World 2011, a companhia preparou um estande para receber seus clientes, parceiros e prospects e contar mais detalhes sobre seus projetos. Os executivos da companhia estarão à disposição para falar sobre o mercado de CRM durante o evento. “O Oracle Open World é um evento muito estratégico para a BExpert, pois é uma referência no segmento de CRM. A edição realizada no Brasil, voltada para a toda a América Latina, já entrou para o calendário anual de eventos da Oracle, devido à sua importância, por isso não podíamos ficar de fora, uma vez que trata-se de uma grande vitrine institucional e comercial”, afirma Roberto Rodrigues, diretor Comercial da companhia. “Nossa presença visa reforçar, tanto nossa parceria com a Oracle, quanto nosso posicionamento: uma empresa de grande know-how e expertise no setor de CRM”, completa Huallem.
Sobre a Bexpert
No mercado desde 2003, a BExpert é uma empresa brasileira de tecnologia e consultoria em gestão empresarial, com foco em CRM (Customer Relationship Management). Dedicada à implementação de Oracle Siebel CRM e Oracle CRM On Demand, a empresa é considerada parceira estratégica de negócios da Oracle no Brasil, classificada como Gold Partner especialista em CRM. A companhia também desenvolve uma solução própria, focada nos conceitos de gestão de relacionamento com o cliente, gestão de processos internos e análise gerencial, chamada BExpert eCRM. Em 2010, recebeu o Prêmio TOP 200, como uma das melhores empresas de TI e este ano foi eleita entre as 20 Melhores Empresas para se trabalhar em TI e Telecom, no ranking anual organizado pelo Instituto Great Place To Work.
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